O primeiro artigo é de Regean Mugume, Analista de Pesquisa do Economic Policy Research Centre, em Uganda, com o título: Delivering double wins: How can Africa’s finance deliver economic growth and renewable energy transition?

Resumo do artigo
À medida que as economias crescem, tendem a priorizar a industrialização baseada em combustíveis fósseis em detrimento da proteção ambiental, o que dificulta os esforços de combate às mudanças climáticas. Por isso, é urgente enfrentar a questão crucial de política pública do financiamento de uma transição para a energia limpa, a fim de garantir um crescimento econômico sustentável para as gerações atuais e futuras. Esta pesquisa examina o efeito do desenvolvimento financeiro sobre a transição para a energia limpa em 20 países de baixa e média renda da África Subsaariana. O estudo utiliza modelos de efeitos fixos e de variáveis instrumentais com mínimos quadrados em dois estágios (IV-2SLS) para examinar o efeito do desenvolvimento financeiro sobre a transição para as energias renováveis. De modo geral, os resultados mostram um efeito positivo do desenvolvimento financeiro sobre a transição para as energias renováveis. No entanto, o efeito do desenvolvimento financeiro só é significativo para as instituições financeiras, e não para os mercados financeiros — um sinal da fragilidade dos mercados financeiros na região. Mais importante ainda, os resultados mostram que esse efeito do desenvolvimento financeiro sobre a transição para as energias renováveis é significativo apenas nos países de baixa renda, ao contrário das economias de renda média. Recomendamos que os governos da região desenvolvam e promovam ainda mais produtos inovadores do mercado financeiro, como títulos verdes e finanças digitais, que apoiem os investimentos do setor privado em energias renováveis. No que se refere ao comércio, é fundamental subsidiar as importações de energia verde ambientalmente sustentável e tributar os produtos não renováveis que promovem o uso de combustíveis fósseis.
O artigo completo pode ser baixado aqui.
O segundo artigo é de Adebodun Adebayo, Analista Estratégico Sênior do Nigerian Exchange Group, antes conhecido como Nigerian Stock Exchange, com o título: Financial Centers as Drivers of Talent Development and Re-Skilling in Sustainability and FinTech

Resumo do artigo
No cenário dinâmico das finanças modernas, as iniciativas de desenvolvimento de talentos e requalificação são fundamentais, especialmente em finanças sustentáveis e tecnologia financeira (FinTech). Este artigo aprofunda as questões críticas relacionadas à escassez de talentos nessas áreas especializadas e ressalta o papel dos centros financeiros para enfrentá-la. Com foco em sustentabilidade e FinTech, analisa como os centros financeiros podem atuar como polos de formação de talentos, apresentando iniciativas bem-sucedidas e enfatizando a necessidade de programas de requalificação. Destaca a integração entre sustentabilidade e FinTech, mostrando como os avanços tecnológicos podem reforçar os esforços em finanças sustentáveis e o papel fundamental que os centros financeiros desempenham na promoção da colaboração entre especialistas em sustentabilidade e inovadores de FinTech. Assim, ao examinar a interseção entre sustentabilidade e FinTech no contexto do desenvolvimento de talentos, este artigo oferece perspectivas sobre a trajetória futura dos centros financeiros. Apresenta recomendações para formuladores de políticas, instituições financeiras e estabelecimentos de ensino, com vistas a aprimorar as iniciativas de desenvolvimento de talentos e a adaptar-se às necessidades em evolução do setor. O estudo afirma que o investimento contínuo no desenvolvimento de talentos é vital para garantir a sustentabilidade e a competitividade de longo prazo dos centros financeiros, posicionando-os na vanguarda da inovação e como motores de mudanças positivas no cenário financeiro global. Além disso, ao defender o investimento contínuo na formação de talentos, o artigo destaca o papel fundamental dos centros financeiros não apenas para manter, mas também para fortalecer sua vantagem competitiva no cenário global. As recomendações apresentadas enfatizam a necessidade de uma abordagem holística que integre os avanços tecnológicos de ponta a um profundo compromisso com a sustentabilidade.
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O terceiro artigo é de autoria do Dr. Tammaro Terracciano, Professor Assistente de Finanças da IESE Business School, na Espanha, em coautoria com Coralie Jaunin, doutoranda na Universidade de Lausanne, e Luciano Somoza, Professor Assistente de Finanças da ESSEC Business School. O artigo é intitulado: Are Green Funds for Real?

Resumo do artigo
Esta pesquisa investiga as reações dos fundos verdes às empresas que abordam a transição climática em suas teleconferências de resultados. Ela demonstra que os fundos verdes investem significativamente mais em empresas que discutem a transição climática, mesmo quando se controla a pontuação ambiental. Além disso, após abordarem o tema pela primeira vez, as empresas veem a participação de fundos verdes em seu capital aumentar duas vezes mais do que a de empresas comparáveis com características semelhantes. Crucialmente, essas empresas limitam suas emissões de carbono um ano depois de discutir a transição climática. De modo geral, os resultados evidenciam um canal de comunicação eficaz para que as empresas transmitam seu posicionamento climático aos investidores verdes.
O artigo completo pode ser baixado aqui.
Nosso Presidente anunciará o vencedor do melhor artigo, que receberá um prêmio de €3,000, e os demais classificados receberão prêmios de €2,000 (2º lugar) e €1,000 (3º lugar) na Assembleia Geral Anual da World Alliance, que será realizada em Tóquio, Japão, em 15 de outubro de 2024.