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Segundo webinar de FinTech com a Findexable: possibilitando um grande salto adiante?

No segundo webinar da nossa série, representantes de centros financeiros globais de Doha, Hong Kong e Luxemburgo juntaram-se a Jochen Biedermann e Simon Hardie para discutir se o mundo após o lockdown será mais diverso e mais digital.

O segundo webinar da série em parceria com a Findexable dá continuidade ao nosso tema, examinando como o mundo e, em particular, os serviços financeiros estão se reinventando para uma nova realidade – e os desafios e oportunidades que isso criará.

Em linha com a sessão da semana passada, cujo foco foi a proteção das PMEs e o fortalecimento da resiliência para o futuro, polos menores na Europa e no Oriente Médio estão aproveitando a oportunidade do digital para reforçar a mensagem de que o tamanho não é uma desvantagem – e de que as fintechs para uma realidade pós-COVID dependem tanto de uma mentalidade conectada quanto da localização física.

A conversa de hoje destacou 5 áreas-chave que impulsionarão o futuro dos serviços financeiros e ajudarão a posicioná-los na encruzilhada da economia pós-pandemia:

  1. O digital mudou de marcha. E as distinções estão se diluindo
    Se o coronavírus fez as organizações prestarem atenção ao que muitos já diziam sobre a importância do digital antes da pandemia, seus desdobramentos relegarão esse debate à história. O digital não é uma estratégia de “ou isto ou aquilo”. Está se tornando a única opção. Embora isso possa parecer óbvio, significará que as distinções entre novos entrantes inovadores e instituições estabelecidas se diluirão, exigindo repensar o propósito dos serviços financeiros para priorizar objetivos sociais e ambientais globais mais amplos.
  2. Diversidade – de setores, de mercados e de pessoas
    O setor de serviços financeiros sempre teve orientação global. Acontece que o “global” se limitava a um punhado de centros no Ocidente e a um setor dominado por uma força de trabalho majoritariamente branca e masculina. Uma década de fintechs já desafiou essas premissas – e o sucesso de novos ecossistemas, como o de Doha, bem como o boom de inovação na Ásia, comprova o potencial das fintechs para viabilizar o empreendedorismo e aprofundar a diversificação econômica. Um mundo mais digital pode abrir novos corredores de talentos, independentemente da localização física – e criar mais oportunidades (em mais partes do mundo) do que nunca.
  3. Ajudar quem ajuda – a inovação não floresce por si só
    Apesar do progresso e do “impulso digital” que o coronavírus proporcionará, a inovação vai muito além da pessoa trabalhando em uma garagem. Ecossistemas de inovação prósperos dependem do apoio das instituições estabelecidas, do governo e das empresas – para obter acesso a clientes, facilitar a abertura de negócios e, sobretudo nos mercados emergentes, integrar novos clientes. Localidades com setores financeiros consolidados e prósperos, como Hong Kong e Luxemburgo, podem trabalhar com as instituições estabelecidas para criar sinergias e gerar um dividendo de inovação que beneficie a todos.
  4. Criadores de ondas, não de regras
    Antes da pandemia, as tensões protecionistas estavam elevadas. Embora as organizações de serviços financeiros estivessem atentas à potencial ameaça à globalização, nosso painel concordou que uma crise dessa natureza exige respostas coordenadas globalmente – e expressou otimismo quanto a um novo impulso para fortalecer a conectividade entre as regiões. Talvez seja cedo demais para falar de uma nova onda de padrões financeiros globais – mas o papel das organizações globais capazes de ajudar a mediar e articular os desafios junto aos reguladores regionais é mais crucial do que nunca.
  5. Ventos do Oriente – o século da Ásia
    Nenhuma conversa voltada para o futuro pode ignorar a mudança na percepção global sobre a Ásia. Deixando de lado a gestão eficaz da resposta ao coronavírus, a amplitude do ecossistema digital asiático e a adesão dos consumidores a serviços financeiros inovadores significam que a região já lidera o mundo. À medida que o mundo sai do isolamento, a Ásia se tornará cada vez mais o ponto focal – para investimentos em inovação, talentos e consumidores.

Agradecemos aos participantes de hoje por uma conversa realmente esclarecedora:

E, naturalmente, nossos coanfitriões – Simon Hardie, CEO da Findexable, e Jochen Biedermann, Diretor-Geral da World Alliance.

#FinanceForGrowth

https://www.youtube.com/embed/f1gMwKAL8Y4